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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Crianças que não comem - como tratar dificuldades alimentares infantis

Falta de interesse pela comida afeta progresso cognitivo e pode comprometer o desenvolvimento e o crescimento natural das crianças

Nos primeiros anos de vida dos filhos é comum escutar dos pais a reclamação de que os pequenos não se alimentam bem. São aquelas crianças, geralmente entre um e cinco anos, que começam a apresentar menor interesse pela comida e frequentes oscilações na preferência e aceitação dos alimentos. Chamadas de picky eaters (termo que pode ser traduzido como “comedores seletivos”), essas crianças têm um comportamento alimentar que pode variar de excluir determinados grupos de alimentos (como verduras, legumes ou peixe, por exemplo) a pular refeições, ou, simplesmente, comer muito pouco. Na maioria das vezes, a criança aceita somente um modo de apresentação e preparo dos alimentos ou se ela gasta muito tempo para se alimentar – as crianças que não comem bem levam em média 23 minutos para completar a refeição, enquanto o tempo gasto pelas outras crianças é de aproximadamente 19 minutos.

De acordo com os especialistas, 50% das crianças podem ser identificadas como picky eaters. Entretanto, para os pais, não é simples lidar com este problema. Cabe à nutricionista ou ao médico, na maioria das vezes o pediatra, ajudar a identificar tal comportamento. O importante é buscar a orientação profissional.

Diversos motivos impulsionam a criança a assumir essa postura diante da comida. Entre as influências comuns nessa fase da vida, estão a desaceleração do crescimento a partir de um ano, que tem como consequência a diminuição do apetite; a capacidade gástrica limitada, isto é, crianças pequenas têm estômagos pequenos; e a troca da dentição, que pode causar desconforto na hora de mastigar. Por outro lado, influências externas também podem determinar um comportamento repulsivo pelos alimentos – os hábitos da própria família têm enorme peso nas decisões da criança. Além disso, o momento da refeição acaba sendo usado como uma maneira de chamar a atenção, de mostrar capacidade de decidir por si e até mesmo negociar com os pais. "A refeição é um campo de batalha natural para a criança, a primeira oportunidade de experimentar independência", analisa Mauro Fisberg, nutrólogo e pediatra da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).

Se o grau de dificuldade alimentar da criança chega a interferir substancialmente em sua socialização e desenvolvimento, é necessária uma intervenção. Por outro lado, a criança com essas características não desenvolve doenças orgânicas e sim carências nutricionaiscomo deficiência de ferro, cálcio e vitaminas do complexo B. “Tudo depende da percepção dos pais. Reações negativas como chorar, cuspir ou até vomitar diante de novos alimentos, lapsos de atenção e concentração, variações de peso e apatia são sinais de alerta para os pais”, explica Fisberg. O tratamento oferecido deve incluir orientações nutricionais, comportamentais e psicológicas, não só para a criança, mas também para os pais e irmãos. “As divergências na hora da comida causam ruídos no relacionamento entre pais e filhos e podem até interferir na relação do casal”, pondera o pediatra. Seguir algumas dicas e apostar em complementos/ suplementos nutricionais como o PediaSure, desenvolvido pela área de Nutrição da Abbott, podem melhorar o aporte nutricional dos pequenos e acalmar os ânimos à mesa. Entre as orientações dos especialistas estão:

:: Evitar distração durante a refeição (ex.: televisão), não usar truques, não enganar ou subornar;

ü Adotar uma atitude neutra diante das rejeições e do mau comportamento à mesa;

ü Criar uma alimentação que incentive o apetite (vale apostar em pratos bem coloridos, com comidas enfeitadas);

ü Limitar a duração das refeições;

ü Oferecer alimentos adequados a cada idade;

ü Introduzir novos alimentos sistematicamente;

ü Incentivar alimentação independente;

ü Tolerar, com moderação, a bagunça com a comida, apropriada para a idade;

ü Oferecer frutas, verduras e legumes em todas as refeições;

ü Oferecer os mesmos alimentos com diferentes apresentações/texturas (cozido, frito, assado, etc);

ü Diminuir a preparação das “comidas favoritas”;

ü Sentar a criança à mesa com os outros membros da família;

ü Para aquelas crianças que bebem muito leite, diminuir o volume e a frequência;

ü Limitar o consumo de líquido durante a refeição. Água e suco devem ser oferecidos durante a refeição com cuidado;

ü Respeitar períodos de pouco apetite e preferências alimentares;

ü Oferecer pequenas quantidades de comida para não desencorajar a criança a comer;

ü Listar as preferências da criança e, toda semana, acrescentar dois tipos diferentes de comida com textura semelhante ao grupo original.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Gagueira em crianças: dicas para diagnosticar

A fala se desenvolve principalmente nos três primeiros anos de vida. Entre os 2 e os 6 anos, é comum que a criança apresente dificuldade em falar algumas palavras ou alguns sons mais difíceis. Neste período de aquisição de linguagem, a criança pode gaguejar, por estar em plena fase de aprendizagem da língua e por ainda não ter certeza de como pronunciar determinados sons. Nesses casos, pode haver a remissão espontânea da gagueira, quando o processo de aprendizagem se completa. Porém, a gagueira pode evoluir e se manifestar de diversas formas e intensidades e em diferentes períodos da vida de uma mesma pessoa. É importante que os pais prestem atenção às seguintes dicas:

· Veja se a criança sente muita dificuldade para articular determinadas palavras ou frases

· Preste atenção em sinais como tensão ou esforço ao falar, repetições mais rápidas e irregulares com finalizações repentinas

· Observar se ela apresenta dificuldade de relacionamento com os amiguinhos, se evita, sente medo ou frustração ao falar ou se responde apenas com movimentos de cabeça

· Observe há quanto tempo a criança apresenta disfluências e se existem outras pessoas na família que também apresentam dificuldades de fala

· Se perceber que a criança apresenta alguma dificuldade de fala, ajude-a a entender suas dificuldades para melhor lidar com as situações, de forma a obter mais segurança e diminuir a ansiedade

Caso a gagueira comece a ficar mais freqüente, recomenda-se avaliação e tratamento ou acompanhamento fonoaudiológico. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores poderão ser os benefícios da terapia.

De acordo com o IBGE, a população brasileira é de 192 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros estão passando por um período de gagueira neste momento. Este número é maior do que a população da cidade do Rio de Janeiro. A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.

Érica Ferraz, fonoaudióloga do Grupo Microsom

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Livro ensina educar para um mundo sustentável

As transformações socioeconômicas dos últimos 20 anos têm afetado profundamente o comportamento de empresas dos mais diversos segmentos que até então eram acostumadas à pura e exclusiva maximização do lucro. A ideia de responsabilidade social incorporada aos negócios é, portanto, relativamente recente. Com o surgimento de novas demandas e maior pressão por transparência nos negócios, as organizações se vêem forçadas a adotar uma postura mais responsável nas ações com seus públicos.

Para tratar do tema, a Editora Gente traz "Sustentabilidade XXI - Educar e inovar sob uma nova consciência" de Rodrigo Costa da Rocha Loures, um exemplo de criatividade, iniciativa e inovação. O livro mostra como direcionar ciência e tecnologia para fins públicos, evitando danos sociais e ambientais pela falta de compreensão sistêmica sobre os efeitos de longo prazo.

Com grande experiência empresarial baseada em inovação, o autor é integrante do Conselho de Ciência e Tecnologia da Presidência da República, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e coordenador de Mobilização Empresarial pela Inovação na Confederação Nacional da Indústria (CNI), da qual é vice-presidente.

Sua visão se baseia em profundo estudo empírico e na aplicação prática em sua empresa, a Nutrimental, líder nacional em barras de cereais. A obra visa também suscitar reflexão e diálogo a respeito do desafio de se oferecer uma educação empresarial responsável e promover o valor da inovação sustentável como caminhos em favor do bem-estar da vida humana no planeta, afirma.

Loures argumenta que sustentabilidade é, hoje, "o novo nome do desenvolvimento, incluindo suas várias dimensões: econômica, social, cultural, físico-territorial e ambiental, político-institucional, científico-tecnológico e, para alguns, principalmente espiritual".

O empresário paranaense traça um panorama entre o presente e o futuro, entre a consciência, a semeadura da sustentabilidade e os caminhos para a inovação e a mudança em prol ao mundo sustentável. "Este livro documenta o papel criativo dos brasileiros que apoiaram os dez Princípios de Boa Governança Corporativa e os seis Princípios de Educação Responsável de Gestão Empresarial do Pacto Global (proposto por Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas). Revela como o Brasil caminha em direção a negócios e mercados mais éticos - ajudando a definir sustentabilidade e inovação sustentável para o século XXI", avalia Hazel Henderson, presidente do Ethical Markets Media e uma das lideranças mundiais do movimento que prega desenvolvimento econômico com benefício social e ambiental.

"Sustentabilidade é a nova e grande oportunidade de crescimento, de negócios e construção da nova economia. A economia verde. Na passagem do século XIX para o XX, o desafio era dominar os meios para obter escala. Fizemos isso bem demais (e exageramos na dose). Temos, agora, que incorporar rapidamente o novo entendimento sob pena de comprometermos a espécie humana e sua existência neste planeta", completa o autor.

"Sustentabilidade XXI" é lançamento de dezembro pela Editora Gente e está disponível em todas as livrarias.

Dados do livro:

Título: Sustentabilidade XXI - Educar e inovar sob uma nova consciência

Autor: Rodrigo Costa da Rocha Loures

Editora Gente

Preço:R$ 59,90