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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Gagueira em crianças: dicas para diagnosticar

A fala se desenvolve principalmente nos três primeiros anos de vida. Entre os 2 e os 6 anos, é comum que a criança apresente dificuldade em falar algumas palavras ou alguns sons mais difíceis. Neste período de aquisição de linguagem, a criança pode gaguejar, por estar em plena fase de aprendizagem da língua e por ainda não ter certeza de como pronunciar determinados sons. Nesses casos, pode haver a remissão espontânea da gagueira, quando o processo de aprendizagem se completa. Porém, a gagueira pode evoluir e se manifestar de diversas formas e intensidades e em diferentes períodos da vida de uma mesma pessoa. É importante que os pais prestem atenção às seguintes dicas:

· Veja se a criança sente muita dificuldade para articular determinadas palavras ou frases

· Preste atenção em sinais como tensão ou esforço ao falar, repetições mais rápidas e irregulares com finalizações repentinas

· Observar se ela apresenta dificuldade de relacionamento com os amiguinhos, se evita, sente medo ou frustração ao falar ou se responde apenas com movimentos de cabeça

· Observe há quanto tempo a criança apresenta disfluências e se existem outras pessoas na família que também apresentam dificuldades de fala

· Se perceber que a criança apresenta alguma dificuldade de fala, ajude-a a entender suas dificuldades para melhor lidar com as situações, de forma a obter mais segurança e diminuir a ansiedade

Caso a gagueira comece a ficar mais freqüente, recomenda-se avaliação e tratamento ou acompanhamento fonoaudiológico. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores poderão ser os benefícios da terapia.

De acordo com o IBGE, a população brasileira é de 192 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros estão passando por um período de gagueira neste momento. Este número é maior do que a população da cidade do Rio de Janeiro. A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.

Érica Ferraz, fonoaudióloga do Grupo Microsom

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Livro ensina educar para um mundo sustentável

As transformações socioeconômicas dos últimos 20 anos têm afetado profundamente o comportamento de empresas dos mais diversos segmentos que até então eram acostumadas à pura e exclusiva maximização do lucro. A ideia de responsabilidade social incorporada aos negócios é, portanto, relativamente recente. Com o surgimento de novas demandas e maior pressão por transparência nos negócios, as organizações se vêem forçadas a adotar uma postura mais responsável nas ações com seus públicos.

Para tratar do tema, a Editora Gente traz "Sustentabilidade XXI - Educar e inovar sob uma nova consciência" de Rodrigo Costa da Rocha Loures, um exemplo de criatividade, iniciativa e inovação. O livro mostra como direcionar ciência e tecnologia para fins públicos, evitando danos sociais e ambientais pela falta de compreensão sistêmica sobre os efeitos de longo prazo.

Com grande experiência empresarial baseada em inovação, o autor é integrante do Conselho de Ciência e Tecnologia da Presidência da República, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e coordenador de Mobilização Empresarial pela Inovação na Confederação Nacional da Indústria (CNI), da qual é vice-presidente.

Sua visão se baseia em profundo estudo empírico e na aplicação prática em sua empresa, a Nutrimental, líder nacional em barras de cereais. A obra visa também suscitar reflexão e diálogo a respeito do desafio de se oferecer uma educação empresarial responsável e promover o valor da inovação sustentável como caminhos em favor do bem-estar da vida humana no planeta, afirma.

Loures argumenta que sustentabilidade é, hoje, "o novo nome do desenvolvimento, incluindo suas várias dimensões: econômica, social, cultural, físico-territorial e ambiental, político-institucional, científico-tecnológico e, para alguns, principalmente espiritual".

O empresário paranaense traça um panorama entre o presente e o futuro, entre a consciência, a semeadura da sustentabilidade e os caminhos para a inovação e a mudança em prol ao mundo sustentável. "Este livro documenta o papel criativo dos brasileiros que apoiaram os dez Princípios de Boa Governança Corporativa e os seis Princípios de Educação Responsável de Gestão Empresarial do Pacto Global (proposto por Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas). Revela como o Brasil caminha em direção a negócios e mercados mais éticos - ajudando a definir sustentabilidade e inovação sustentável para o século XXI", avalia Hazel Henderson, presidente do Ethical Markets Media e uma das lideranças mundiais do movimento que prega desenvolvimento econômico com benefício social e ambiental.

"Sustentabilidade é a nova e grande oportunidade de crescimento, de negócios e construção da nova economia. A economia verde. Na passagem do século XIX para o XX, o desafio era dominar os meios para obter escala. Fizemos isso bem demais (e exageramos na dose). Temos, agora, que incorporar rapidamente o novo entendimento sob pena de comprometermos a espécie humana e sua existência neste planeta", completa o autor.

"Sustentabilidade XXI" é lançamento de dezembro pela Editora Gente e está disponível em todas as livrarias.

Dados do livro:

Título: Sustentabilidade XXI - Educar e inovar sob uma nova consciência

Autor: Rodrigo Costa da Rocha Loures

Editora Gente

Preço:R$ 59,90